26 de dezembro de 2013

Capítulo 6 - Ensaio.

Ensaio.Fanfic / Fanfiction de Ariana Grande - Put Your Hearts Up. - Capítulo 6 - Ensaio.

Assim que acabaram as aulas e voltei pra casa, almocei e fui fazer minhas atividades que os professores haviam passado, terminei eram umas 15:40, olhei ao redor do meu quarto, ele estava um tanto bagunçado então me levantei e me pus a arruma-lo, quando terminei fui direto tomar banho, coloquei uma roupa não tanto casual, mas que não parecia que iria a uma festa!. Já era 16:58, então desci as escadas pra esperar o Austin chegar, estava em casa apenas eu e Lucy, a empregada, meus pais provavelmente chegariam só depois as 19:00, graças a Deus!. Antes de terminar todos os degraus, escutei a campainha tocar e fui atender, assim que abri vi Austin parado encostado no batente da porta e com o violão encostado na parede. Pela primeira vez no dia fiquei nervosa em tê-lo na minha casa. Sem saber o que falar, mordi o lábio inferior
-Será que posso entrar?- Ele perguntou enquanto erguia as sobrancelhas ao ver que eu não falaria nada
-Claro- Dei espaço, ele pegou o violão e entrou, fechei a porta logo em seguida, vendo que ele já estava na sala
-Minha mãe pediu pra entregar isso pra sua!- Ele disse e me entregou um embrulho, que até aquele momento não havia percebido que estava em suas mãos- Ela disse que era porque não se viam há muito tempo, podia parecer que havia se esquecido dela e elas eram amigas e bla bla bla...- Ele disse revirando os olhos
-Ela não ta, mas eu entrego a ela depois- Eu disse e me virei- Vem, vamos subir- Falei já indo pras escadas- Pode ir entrando- Disse abrindo a porta do meu quarto enquanto passava direto e ia até o dos meus pais, colocando o embrulho que ele tinha me entregado em cima da cama deles, logo voltando até o quarto, ele estava sentado na minha cama tirando a capa do violão dele que ele tinha trago para nós ensaiarmos. O mesmo violão. Fui até a mesinha onde ficava meu notebook e peguei duas folhas que estavam com a cifra da música que iríamos tocar, estendi meu braço pra ele e ele as pegou, depois fui pegar meu próprio violão, que estava ao lado da minha cama, o peguei e sentei do lado dele
-Como vamos fazer? Os dois vão tocar ou só um?- Perguntou me encarando e eu dei de ombros
-Tanto faz, o que você prefere?- Perguntei pela primeira vez cogitando que ele tomasse as rédeas do trabalho
-Vamos primeiro ensaiar, depois pensamos nisso!- Ele falou já começando a tentar pegar as notas necessárias, o imitei e também comecei, mas eu já sabia a melodia dela de trás pra frente, então já tinha ideia de como a tocar, então fui bem mais rápida que ele
-Assim ó- Comecei a tocar quando vi que ele havia se perdido e ele parou pra olhar o modo como posicionava os dedos nas cordas mais lento do que na música, pra facilitar pra ele- No, this isn't what I wanted (Sei que isso não era o que eu queria)- Comecei a cantarolar para não me perder na música- Never thought it'd come this far (Nunca pensei que isso chegaria a esse ponto)- Continuei e olhei pra ele pra ver se estava tentando pegar a música, mas ele apenas me encarava e nossos olhos se cruzaram, me fazendo ficar envergonhada e ia parar de cantar, ele percebeu
-Continua- Ele pediu. Por um momento lembrei uma época há bastante tempo atrás, eu sempre odiei cantar ou tocar em publico, pra qualquer pessoa que fosse, mas eu e Austin sempre costumávamos tocar juntos, e ele sempre pedia pra que eu cantasse enquanto tocávamos, e eu sempre fazia, não me importava de cantar na frente dele, era como se ele fosse diferente dos outros que me pediam. Não sei por que, mas quando vi já havia continuado a cantar
- Thinkin' back to where we started (Apenas lembrando onde começamos)- Engoli em seco e meu coração apertou ao finalmente prestar atenção na letra da música, ela se encaixava perfeitamente naquele momento- And how we lost all that we are (E como perdemos tudo o que somos)- Parei. A primeira parte do dueto ia até ali, voltei a encara-lo e nossos olhos ficaram presos um no outro, não era difícil se perder nos profundos olhos do Austin, nunca foi, estávamos próximos e isso dificultava ainda mais minha vida pois dava para ver cada camada das cores dos seus olhos ainda mais de perto. Prendi a respiração, nervosa, sem saber como agir e já ficando apreensiva com aquele silêncio e troca de olhar. Foi então que de uma hora pra outra, como se não houvesse nele a dificuldade que havia em mim de desprender de seus olhos, ele se concentrou em um canto qualquer do quarto
-Não acredito que você ainda guarda isso!- O ouvi dizer enquanto se levantava, com seus olhos brilhando, e passava por mim, indo até a estante que tinha no meu quarto, onde eu guardava livros, CDs, e tinham alguns enfeites, ele pegou de lá um ursinho que deixava do lado de uma fotografia minha e da Vic
-Pois é, não consegui me livrar- Disse e me senti desconfortável quando ele olhou pra mim sorrindo- Mas qualquer dia desses eu doou pra alguém!- Dei de ombros, fingindo descaso. Lembrava quando havia ganhado ele, foi numa viagem da escola até o parque de diversão que estava montado para arrecadar fundos pra reforma no laboratório, nesse tempo Vic nem havia se mudado ainda, Austin era meu único amigo, e fomos juntos á uma barraquinha de acertar a argola no arco, eu não consegui nem sequer uma, enquanto ele acertou as três tentativas, o homem então deu pra ele esse urso e no fim ele acabou dando pra mim, lembro também de tê-lo abraçado e visto ficar com as bochechas coradas, naquela época eu não entendia o motivo, mas hoje sei que era simplesmente por ele ser um menino, e meninos não são bons em demonstrar momentos de carinho em publico
-Nossa, se vai fazer pouco caso pode dar pra mim que arranjo alguém que queira!- Ele disse, se fingindo de decepcionado e eu apenas revirei os olhos. Não iria realmente dá aquele ursinho, mas, mesmo se fosse, não o devolveria pra que ele desse pra uma das dezenas de garotas que correm atrás dele
-Que tal voltarmos a ensaiar?- Perguntei voltando a me virar e pondo as primeiras notas
-Ficou estressadinha do nado, eu hein!- Ele falou, voltando a se sentar e pegando o violão. Não era do nada, eu só estava irritada de ficar tanto tempo perto dele, eu não gostava disso, ficar com essa nostalgia desnecessária. Depois continuamos apenas ensaiar e não falamos nada mais que não fosse relacionado a música. Não voltei a cantar, era melhor assim. Mais ou menos uma hora depois ele foi embora e eu agradeci a Deus, logo chegaria o sábado e iria me livrar de ficar ao lado dele. Iria me livrar de ter tantas lembranças sobre ele, minha vida voltaria o normal.

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